sou muito distraído não.
sou um distraído só.
e até hoje me pergunto:
quando vou ser um distraído junto?
18 de setembro de 2007
13 de setembro de 2007
brilha, linda
sempre assim
invade meu mundo
me tira do foco
me muda
eu mudo
calei-me.
enche meus olhos
lágrimas neles
ver-te assim, linda minha
e nem minha és
e nem minha és...
porque eu preciso sim
de todo o cuidado
preciso de ti,
e de tudo que há em você
mostra-te a mim
seja minha?
diz que sim,
porque eu
eu quero ser teu.
(11.2006)
sempre assim
invade meu mundo
me tira do foco
me muda
eu mudo
calei-me.
enche meus olhos
lágrimas neles
ver-te assim, linda minha
e nem minha és
e nem minha és...
porque eu preciso sim
de todo o cuidado
preciso de ti,
e de tudo que há em você
mostra-te a mim
seja minha?
diz que sim,
porque eu
eu quero ser teu.
(11.2006)
7 de setembro de 2007
com rosas e folhas
com rosas e folhas no
meu coração direito
sete cores no meu peito-mar
distância onde jaz
meu coração [só não aos que acreditam nele]
tanto que sua
boca nem pronuncia
nem um prenuncio
da dor, o fim da cor
deixou ["- que morra !]
dentro de você
sairei da sua mente
desesperadamente
como sairei [da sua frente?]
esquecerei do vento
do toque, do íssimo toque
da ultima carícia,
o ultimo balbuciar,
papéis, cada dia mais,[vale(ra)m de que?]
obsoletos,
cada dia mais
inuteis ao
tentar me alcançar
sozinho, sozinho, sou eu
[silencioso e branco como a bruma]
e você
sozinho e tão falso...
4 de setembro de 2007
soprar
dança em sincronia
é o bailar das folhas
que caem com o vento
que balança as madeixas
da menina
e do ciclico passante,
sentindo o vento
que do sopro fez ponte
ligando pensamento
- e o vento -
com toda beleza
daqui ao horizonte
e o vento pára.
num grito, premente,
o grito
pergunta:
- que sentes?
- o problema, grito,
é o que me deixei
não sentir...
Não é o grito
A medida do abismo?
é o bailar das folhas
que caem com o vento
que balança as madeixas
da menina
e do ciclico passante,
sentindo o vento
que do sopro fez ponte
ligando pensamento
- e o vento -
com toda beleza
daqui ao horizonte
e o vento pára.
num grito, premente,
o grito
pergunta:
- que sentes?
- o problema, grito,
é o que me deixei
não sentir...
Não é o grito
A medida do abismo?
1 de setembro de 2007
verde-escuro
num lamear escuro
eu caminho
por entre suas paisagens
...
partes quebradas[de mim]
me visitam ao falar falo [à mim]
sentir, [só porque]
não é estar [não significa]
sempre
tem
uma sereia
te chamando À p'ro
fundEzaa a a aa a a aas....
pastando pra longe dessas pedras
somos desastres [sentir não signifi-
pessoas [profundezas.... só porque você
que andam [-ca que está lá]
sente?-]LÁ! [porque tão solit-
lÁ! [ário e distânte e--
Lá! [verde?
lá.....[po..r...q..u...e] [acho que os céus
[te mandaram aqui]
somos contratempos acidentais
prontos para acontecer [coincidentemente]
apenas, acidentes à espera....
*inspiração de "there there, do radiohead"
20 de agosto de 2007
16 de agosto de 2007
na minha vida
Sozinho estava, andando...
não sabia o que encontrar...
vou pra outra estrada,
ve se dou de cara com
passadas futuras...
de repente - vejo-te!
te disse - preciso-te?
todosdias da minha vida?
você não fugiu, nem mentiu,
você sabe, só queria te abraçar...
ohh e se você tivesse ido, - estou certo
ohh nos encontrariamos novamente - e eu diria:
estaremos juntos todos os dias... - é o nosso destino!
te disse - preciso-te?
na minha vida!
que posso fazer? que posso ser?
estar com você é o que quero!
Serei sincero,
nunca me afastarei
e se o fizer,
já sei como voltar!
e então, vejo-te;
Te disse que preciso-te?
todosdias da minha v i d a
e assim fui, sozinho,
sem saber o que encontrar
e eis que pego você no ar
e venho aqui, dizê-la
preciso-te! e mais,
todos os dias da minha vida!
*baseado no "Got to get you into my life", dos Beatles (Revolver)
não sabia o que encontrar...
vou pra outra estrada,
ve se dou de cara com
passadas futuras...
de repente - vejo-te!
te disse - preciso-te?
todosdias da minha vida?
você não fugiu, nem mentiu,
você sabe, só queria te abraçar...
ohh e se você tivesse ido, - estou certo
ohh nos encontrariamos novamente - e eu diria:
estaremos juntos todos os dias... - é o nosso destino!
te disse - preciso-te?
na minha vida!
que posso fazer? que posso ser?
estar com você é o que quero!
Serei sincero,
nunca me afastarei
e se o fizer,
já sei como voltar!
e então, vejo-te;
Te disse que preciso-te?
todosdias da minha v i d a
e assim fui, sozinho,
sem saber o que encontrar
e eis que pego você no ar
e venho aqui, dizê-la
preciso-te! e mais,
todos os dias da minha vida!
*baseado no "Got to get you into my life", dos Beatles (Revolver)
4 de agosto de 2007
sobre o vagar dos relógios
olho o relógio,
pensando
quanto tempo se perde
quanto se quer?
fazendo,
sem olhar os relógios?
regras distúrbios
mudadas paradas
transviadas veneradas
ou simplesmente obedecidas?
cede a tua própria sede;
sê de nada,
sem desligar-se de tudo
beba sua própria sua sede...
entorne seu próprio ser...
pensando
quanto tempo se perde
quanto se quer?
fazendo,
sem olhar os relógios?
regras distúrbios
mudadas paradas
transviadas veneradas
ou simplesmente obedecidas?
cede a tua própria sede;
sê de nada,
sem desligar-se de tudo
beba sua própria sua sede...
entorne seu próprio ser...
2 de agosto de 2007
Não se esconda,
Revele-se a ti
não se iluda,
conheça-se a ti
não esconda as marcas
que te mostram quem és
mostre à vida,
nasça, veja-te quem tu és
vá pra vida,
sorria,
lute por você
- confia -
lute para sair
vá, veja, vença
não tenha medo de encarar
faça da vida seu caminho,
das cicatrizes um aprendizado
ganhe a tua força,
essa que existe em ti
recupere o amor no mundo,
recupere a fé na vida,
não deixe que o amor desapareça...
Revele-se a ti
não se iluda,
conheça-se a ti
não esconda as marcas
que te mostram quem és
mostre à vida,
nasça, veja-te quem tu és
vá pra vida,
sorria,
lute por você
- confia -
lute para sair
vá, veja, vença
não tenha medo de encarar
faça da vida seu caminho,
das cicatrizes um aprendizado
ganhe a tua força,
essa que existe em ti
recupere o amor no mundo,
recupere a fé na vida,
não deixe que o amor desapareça...
25 de julho de 2007
tanto tempo passado
passa o homem,
sinta e sente, calado
passa a sombra da nuvem
em suas mãos um cajado
passa pelo quê, homem?
passe depressa, cuidado...
nas terras da beira da estrada...
e então amigo, esqueça ciladas
pense na vida,
pense na morte, que passas...
cruze por ti o caminho
viva e caminhe, e - ai de mim
se um dia ao passar ver-te sozinho...
passa o homem,
sinta e sente, calado
passa a sombra da nuvem
em suas mãos um cajado
passa pelo quê, homem?
passe depressa, cuidado...
nas terras da beira da estrada...
e então amigo, esqueça ciladas
pense na vida,
pense na morte, que passas...
cruze por ti o caminho
viva e caminhe, e - ai de mim
se um dia ao passar ver-te sozinho...
23 de maio de 2007
vai e leve a vida [a tua]
brilhe e seja densa [como o mar]
fecha de ti a ferida
abra-te os teus caminhos
pensa em ti,
guarda-te em ninho
vá e voe, leve
espalhe seu esplendor
por todos os caminhos [e descaminhos]
vá por ti,
por nós,
por todos........................................................voe...]
bata as asas..........................................voe,
e liberte-se,..............................[voe,
passarinho...
brilhe e seja densa [como o mar]
fecha de ti a ferida
abra-te os teus caminhos
pensa em ti,
guarda-te em ninho
vá e voe, leve
espalhe seu esplendor
por todos os caminhos [e descaminhos]
vá por ti,
por nós,
por todos........................................................voe...]
bata as asas..........................................voe,
e liberte-se,..............................[voe,
passarinho...
1 de maio de 2007
clique aqui
clique clique clique clique
passa-se o tempo
não passam os tiques
clique clique clique clique
vem-se o tédio
e tu, vence-o?
clique clique clique clique
barulho, noise
nós e o nada
o nada em nós...
clique clique clique clique
tela fria, corpo inerte
boca quietou-se em
dedos, falantes
gritantes, pensantes - e mentirosos,
por que não?
clique clique clique clique
corre, vai,
fecha isso daí.
clique, and close it.
passa-se o tempo
não passam os tiques
clique clique clique clique
vem-se o tédio
e tu, vence-o?
clique clique clique clique
barulho, noise
nós e o nada
o nada em nós...
clique clique clique clique
tela fria, corpo inerte
boca quietou-se em
dedos, falantes
gritantes, pensantes - e mentirosos,
por que não?
clique clique clique clique
corre, vai,
fecha isso daí.
clique, and close it.
19 de abril de 2007
à elas
mulher:
acalenta, acalma,
aquece minh'alma
sossega, transborda,
ri e chora
mulher:
deixe-me deitar
em teu colo
repousar-me
em ti
mulher:
liberta de mim
essa felicidade
esse transbordamento
........................................de carícias
faça de mim mulher,
objeto do teu amor
objeto do teu fervor
afasta-me o terror e as trevas
deixe-me apenas com seus perfumes
e seus olhares cativantes
e me encha alma d'um tal amor
raro..............................e..............................distante...
acalenta, acalma,
aquece minh'alma
sossega, transborda,
ri e chora
mulher:
deixe-me deitar
em teu colo
repousar-me
em ti
mulher:
liberta de mim
essa felicidade
esse transbordamento
........................................de carícias
faça de mim mulher,
objeto do teu amor
objeto do teu fervor
afasta-me o terror e as trevas
deixe-me apenas com seus perfumes
e seus olhares cativantes
e me encha alma d'um tal amor
raro..............................e..............................distante...
10 de abril de 2007
dos ventos
O mundo está se encurtando
dá pra ver?
Estamos tão juntos - irmãos, quiçá
e o futuro no ar
Sente-o?
Ventos de mudança que vem de lá...
Traga-me o momento mágico,
perdido na noite,
no coração e nos sonhos das crianças
crianças que virão no amanhã...
nos ventos de mudança que vem de lá...
e esses ventos vem junto
junto com o tempo
como um furacão que perdurará
o toque que libertará
a paz de espírito
e tudo mais que a poesia disser...
vês que as praças gritam
os soldados passam em música
as crianças que brincam
na noite de verão
e tudo mais que tu, criança, quiser...
com seus sorriso livre e
seu corpo puro
a vista de que vem o vento
vem o que vento dessa tal mudança
andança,
vês na face feliz e no vir-a-ser?
traga no vento a mudança por ti
Vente-se. E ouça o farfalhar
- ele já vem vindo... -
dá pra ver?
Estamos tão juntos - irmãos, quiçá
e o futuro no ar
Sente-o?
Ventos de mudança que vem de lá...
Traga-me o momento mágico,
perdido na noite,
no coração e nos sonhos das crianças
crianças que virão no amanhã...
nos ventos de mudança que vem de lá...
e esses ventos vem junto
junto com o tempo
como um furacão que perdurará
o toque que libertará
a paz de espírito
e tudo mais que a poesia disser...
vês que as praças gritam
os soldados passam em música
as crianças que brincam
na noite de verão
e tudo mais que tu, criança, quiser...
com seus sorriso livre e
seu corpo puro
a vista de que vem o vento
vem o que vento dessa tal mudança
andança,
vês na face feliz e no vir-a-ser?
traga no vento a mudança por ti
Vente-se. E ouça o farfalhar
- ele já vem vindo... -
8 de abril de 2007
olhar
olhe pra mim:
diga-me, o que vês?
mostro aquilo sou?
sou aquilo que pensas?
abriram-se suficientemente
os olhos, os olhos estão
abertos?
consegue me enxergar?
ou vê só o que quero mostrar?
deitarei em ti, dormirei
fecharei meus olhos
esconderei os tormentos,
embora a dor, irás
iras e rancores ficarão p'ra lá
e eu hei de ficar com meu amor
pro lado de cá...
diga-me, o que vês?
mostro aquilo sou?
sou aquilo que pensas?
abriram-se suficientemente
os olhos, os olhos estão
abertos?
consegue me enxergar?
ou vê só o que quero mostrar?
deitarei em ti, dormirei
fecharei meus olhos
esconderei os tormentos,
embora a dor, irás
iras e rancores ficarão p'ra lá
e eu hei de ficar com meu amor
pro lado de cá...
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