janelas e portas que não dizem o que deveriam dizer
não sei o que faço o tempo que passa num sentido se vai
salvando sua vida de um desespero sem espera
quem há de dizer que na vida não há algo mais?
algo mais:
não quero sair somente vivo daqui
não quero ter somente a vida como recompensa
não quero vida esperada
não quero trabalho por nada
não quero fechar meus olhos pra um mundo cego
quero algo mais do que a vida espera de mim
do que espero da vida
.
sem mas.
9 de julho de 2008
23 de maio de 2008
mori
e o ar que ali pairava
pesou quando sua alma
por ali saiu
quando do corpo,
infecundo, partiu daqui
e de sua alma tão
sentida nessa terra
insensível, foi guardar
o mundo no seu peito
que paira numa dimensão
qualquer...
(13.01)
pesou quando sua alma
por ali saiu
quando do corpo,
infecundo, partiu daqui
e de sua alma tão
sentida nessa terra
insensível, foi guardar
o mundo no seu peito
que paira numa dimensão
qualquer...
(13.01)
21 de maio de 2008
random
e a vida - há quem diga
um belo dia -
caiu por si
do céu que era seu brilho
perdeu-se do trilho
mudo.
calado num clamor
gritante de sensações
concretas falando
na pele como em
gotas de palavras
não ditas mas sim
gritadas e ecoadas
explodidas numa
silênciosa balbúrdia
batida no seu
coração-couraça.
com direito a tum-tum-tum
e tudo.
um belo dia -
caiu por si
do céu que era seu brilho
perdeu-se do trilho
mudo.
calado num clamor
gritante de sensações
concretas falando
na pele como em
gotas de palavras
não ditas mas sim
gritadas e ecoadas
explodidas numa
silênciosa balbúrdia
batida no seu
coração-couraça.
com direito a tum-tum-tum
e tudo.
28 de fevereiro de 2008
desengasgar
e só a vontade de ter tua mão à minha
é o que me motiva pra escrever essa canção
- pedaço de escrivaninha e caneta -
versos vão percorrendo as linhas
sem muito compromisso com rima, até
porque elas me são. versos, façam teu espaço
aqui, e tragam essa mão pra bem perto do meu
coração (é o que eu preciso por mais boba
que essa rima seja) sem inventar ou enrolar.
é o que me motiva pra escrever essa canção
- pedaço de escrivaninha e caneta -
versos vão percorrendo as linhas
sem muito compromisso com rima, até
porque elas me são. versos, façam teu espaço
aqui, e tragam essa mão pra bem perto do meu
coração (é o que eu preciso por mais boba
que essa rima seja) sem inventar ou enrolar.
13 de fevereiro de 2008
Soneto I
O sol na carne dura
o corte frio e mudo - a carne crua
ferida exposta e sangue - a dor não cura
vívida dor presente - a pele nua
de tanto ter a minha pele à pele tua
de tanto ardor, presente amor em mim sussurra
de tanto amor, o peito a dor partiu em duas
partes, e a certeza - a vida ao que me teme é dura
amor - faz-se presente em mim, latente
do levantar da vida erguendo teus panos
no passar dos dias, no correr das horas
e que tenho em mim, simplesmente
inserido na vida como um grande plano
o desejo de amar - vida a fora...
o corte frio e mudo - a carne crua
ferida exposta e sangue - a dor não cura
vívida dor presente - a pele nua
de tanto ter a minha pele à pele tua
de tanto ardor, presente amor em mim sussurra
de tanto amor, o peito a dor partiu em duas
partes, e a certeza - a vida ao que me teme é dura
amor - faz-se presente em mim, latente
do levantar da vida erguendo teus panos
no passar dos dias, no correr das horas
e que tenho em mim, simplesmente
inserido na vida como um grande plano
o desejo de amar - vida a fora...
10 de fevereiro de 2008
6 de fevereiro de 2008
cinzas de quarta
e é o fim do carnaval
e as almas postas em grupo
agora abandonam o altar
provisório do excesso em
que suas almas detiveram-se
durante 6 infinitos dias.
e suas almas carnavalescas
cantarão até o fim dos seus
dias a ode ao demasiado: a paixão
, o suor, a volúpia, o mel
entorpecido que lhes embeberam
e toda essa explosão de almas
permanecerá viva em seus corpos
até que um dia os seis dias infinitos
volte(m)...
e as almas postas em grupo
agora abandonam o altar
provisório do excesso em
que suas almas detiveram-se
durante 6 infinitos dias.
e suas almas carnavalescas
cantarão até o fim dos seus
dias a ode ao demasiado: a paixão
, o suor, a volúpia, o mel
entorpecido que lhes embeberam
e toda essa explosão de almas
permanecerá viva em seus corpos
até que um dia os seis dias infinitos
volte(m)...
25 de janeiro de 2008
23 de janeiro de 2008
18 de janeiro de 2008
um i verso
Roda é liberdade
infinita frente
verso que a vida
transversa lucida
teima em ser do um-e-verso
infinita frente
verso que a vida
transversa lucida
teima em ser do um-e-verso
um e verso
dois e mundo
um e mundo
dois e verso
universo
desmudos
um imundo
dois inversos
sujo em mundo
dor e verso
surge o mundo
doce verso
um inverso
deste o mundo
muda o mundo
mundo - o verso.
13 de janeiro de 2008
da pequena dor dos desiludidos de amor
e dessa chuva apoucada
acompanhando o pranto
fez-se o homem sozinho
sem riso sem cor
sem chuva sem nada
dando o tom da sua
vida acizentada
viva e versos multicores
silenciados, apequenados...
...
nós não controlamos
a infinitude,
a infinitude
dos laços da vida
e ficamos humanos,
exaustos
esperando que só
no céu brilhe outra
luz...
(12/2007)
acompanhando o pranto
fez-se o homem sozinho
sem riso sem cor
sem chuva sem nada
dando o tom da sua
vida acizentada
viva e versos multicores
silenciados, apequenados...
...
nós não controlamos
a infinitude,
a infinitude
dos laços da vida
e ficamos humanos,
exaustos
esperando que só
no céu brilhe outra
luz...
(12/2007)
7 de janeiro de 2008
Ressucinascendo
Ando estranhando o andar da vida
que de vez em quando me desfaço dela
assim, alguns minutos deixo-a, quieta,
mansa, e me mudo pr'um mundo
irreconhecível a mim mesmo.
nesses momentos resguardo-me.
não findo, apenas aquieto-a. como se
guarda um livro velho que perdeu
seu uso.
Como se, de repente, observássemos
a vida como espectadores, oniscientes
como se o corpo fizesse uma viagem
desprendida do invólucro material,
efêmero, temporal, e trangredisse
a linha tênue de separação da
sua força interna.
Desmaterialize-se em silêncio. Viva.
Ressucinascendo.
que de vez em quando me desfaço dela
assim, alguns minutos deixo-a, quieta,
mansa, e me mudo pr'um mundo
irreconhecível a mim mesmo.
nesses momentos resguardo-me.
não findo, apenas aquieto-a. como se
guarda um livro velho que perdeu
seu uso.
Como se, de repente, observássemos
a vida como espectadores, oniscientes
como se o corpo fizesse uma viagem
desprendida do invólucro material,
efêmero, temporal, e trangredisse
a linha tênue de separação da
sua força interna.
Desmaterialize-se em silêncio. Viva.
Ressucinascendo.
3 de janeiro de 2008
poemeu p'ra Ela
risco o céu com a
ponta de um giz numa nuvem...
foi teu nome em poesia que eu fiz
pra te acompanhar,
e ao olhar pra
cima, o teu sorriso
[tenho certo]
perfumará
a
r i m a
o
m
a
ponta de um giz numa nuvem...
foi teu nome em poesia que eu fiz
pra te acompanhar,
e ao olhar pra
cima, o teu sorriso
[tenho certo]
perfumará
a
r i m a
o
m
a
1 de janeiro de 2008
your face is a mess
o ano passou e nenhuma estrela no céu apareceu
o ano começa e a lua continua a mesma
provavelmente as dores estarão no mesmo
lugar, e os amores continuarão batendo no
peito com a mesma força. E que escolha temos?
essa é a força da vida, o ano passa, a boca bebe,
saliva lascívia, desejo, medo, desdém, ódio,
os olhos continuam vendo a mesma dor,
o mesmo cinismo e talvez a mesma sinceridade
do sorriso escondido por cima das estrelas
e nós viveremos nossa vida de gente mais
trezentos e sessenta e cinco dias.
o ano começa e a lua continua a mesma
provavelmente as dores estarão no mesmo
lugar, e os amores continuarão batendo no
peito com a mesma força. E que escolha temos?
essa é a força da vida, o ano passa, a boca bebe,
saliva lascívia, desejo, medo, desdém, ódio,
os olhos continuam vendo a mesma dor,
o mesmo cinismo e talvez a mesma sinceridade
do sorriso escondido por cima das estrelas
e nós viveremos nossa vida de gente mais
trezentos e sessenta e cinco dias.
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