olho o relógio,
pensando
quanto tempo se perde
quanto se quer?
fazendo,
sem olhar os relógios?
regras distúrbios
mudadas paradas
transviadas veneradas
ou simplesmente obedecidas?
cede a tua própria sede;
sê de nada,
sem desligar-se de tudo
beba sua própria sua sede...
entorne seu próprio ser...
4 de agosto de 2007
2 de agosto de 2007
Não se esconda,
Revele-se a ti
não se iluda,
conheça-se a ti
não esconda as marcas
que te mostram quem és
mostre à vida,
nasça, veja-te quem tu és
vá pra vida,
sorria,
lute por você
- confia -
lute para sair
vá, veja, vença
não tenha medo de encarar
faça da vida seu caminho,
das cicatrizes um aprendizado
ganhe a tua força,
essa que existe em ti
recupere o amor no mundo,
recupere a fé na vida,
não deixe que o amor desapareça...
Revele-se a ti
não se iluda,
conheça-se a ti
não esconda as marcas
que te mostram quem és
mostre à vida,
nasça, veja-te quem tu és
vá pra vida,
sorria,
lute por você
- confia -
lute para sair
vá, veja, vença
não tenha medo de encarar
faça da vida seu caminho,
das cicatrizes um aprendizado
ganhe a tua força,
essa que existe em ti
recupere o amor no mundo,
recupere a fé na vida,
não deixe que o amor desapareça...
25 de julho de 2007
tanto tempo passado
passa o homem,
sinta e sente, calado
passa a sombra da nuvem
em suas mãos um cajado
passa pelo quê, homem?
passe depressa, cuidado...
nas terras da beira da estrada...
e então amigo, esqueça ciladas
pense na vida,
pense na morte, que passas...
cruze por ti o caminho
viva e caminhe, e - ai de mim
se um dia ao passar ver-te sozinho...
passa o homem,
sinta e sente, calado
passa a sombra da nuvem
em suas mãos um cajado
passa pelo quê, homem?
passe depressa, cuidado...
nas terras da beira da estrada...
e então amigo, esqueça ciladas
pense na vida,
pense na morte, que passas...
cruze por ti o caminho
viva e caminhe, e - ai de mim
se um dia ao passar ver-te sozinho...
23 de maio de 2007
vai e leve a vida [a tua]
brilhe e seja densa [como o mar]
fecha de ti a ferida
abra-te os teus caminhos
pensa em ti,
guarda-te em ninho
vá e voe, leve
espalhe seu esplendor
por todos os caminhos [e descaminhos]
vá por ti,
por nós,
por todos........................................................voe...]
bata as asas..........................................voe,
e liberte-se,..............................[voe,
passarinho...
brilhe e seja densa [como o mar]
fecha de ti a ferida
abra-te os teus caminhos
pensa em ti,
guarda-te em ninho
vá e voe, leve
espalhe seu esplendor
por todos os caminhos [e descaminhos]
vá por ti,
por nós,
por todos........................................................voe...]
bata as asas..........................................voe,
e liberte-se,..............................[voe,
passarinho...
1 de maio de 2007
clique aqui
clique clique clique clique
passa-se o tempo
não passam os tiques
clique clique clique clique
vem-se o tédio
e tu, vence-o?
clique clique clique clique
barulho, noise
nós e o nada
o nada em nós...
clique clique clique clique
tela fria, corpo inerte
boca quietou-se em
dedos, falantes
gritantes, pensantes - e mentirosos,
por que não?
clique clique clique clique
corre, vai,
fecha isso daí.
clique, and close it.
passa-se o tempo
não passam os tiques
clique clique clique clique
vem-se o tédio
e tu, vence-o?
clique clique clique clique
barulho, noise
nós e o nada
o nada em nós...
clique clique clique clique
tela fria, corpo inerte
boca quietou-se em
dedos, falantes
gritantes, pensantes - e mentirosos,
por que não?
clique clique clique clique
corre, vai,
fecha isso daí.
clique, and close it.
19 de abril de 2007
à elas
mulher:
acalenta, acalma,
aquece minh'alma
sossega, transborda,
ri e chora
mulher:
deixe-me deitar
em teu colo
repousar-me
em ti
mulher:
liberta de mim
essa felicidade
esse transbordamento
........................................de carícias
faça de mim mulher,
objeto do teu amor
objeto do teu fervor
afasta-me o terror e as trevas
deixe-me apenas com seus perfumes
e seus olhares cativantes
e me encha alma d'um tal amor
raro..............................e..............................distante...
acalenta, acalma,
aquece minh'alma
sossega, transborda,
ri e chora
mulher:
deixe-me deitar
em teu colo
repousar-me
em ti
mulher:
liberta de mim
essa felicidade
esse transbordamento
........................................de carícias
faça de mim mulher,
objeto do teu amor
objeto do teu fervor
afasta-me o terror e as trevas
deixe-me apenas com seus perfumes
e seus olhares cativantes
e me encha alma d'um tal amor
raro..............................e..............................distante...
10 de abril de 2007
dos ventos
O mundo está se encurtando
dá pra ver?
Estamos tão juntos - irmãos, quiçá
e o futuro no ar
Sente-o?
Ventos de mudança que vem de lá...
Traga-me o momento mágico,
perdido na noite,
no coração e nos sonhos das crianças
crianças que virão no amanhã...
nos ventos de mudança que vem de lá...
e esses ventos vem junto
junto com o tempo
como um furacão que perdurará
o toque que libertará
a paz de espírito
e tudo mais que a poesia disser...
vês que as praças gritam
os soldados passam em música
as crianças que brincam
na noite de verão
e tudo mais que tu, criança, quiser...
com seus sorriso livre e
seu corpo puro
a vista de que vem o vento
vem o que vento dessa tal mudança
andança,
vês na face feliz e no vir-a-ser?
traga no vento a mudança por ti
Vente-se. E ouça o farfalhar
- ele já vem vindo... -
dá pra ver?
Estamos tão juntos - irmãos, quiçá
e o futuro no ar
Sente-o?
Ventos de mudança que vem de lá...
Traga-me o momento mágico,
perdido na noite,
no coração e nos sonhos das crianças
crianças que virão no amanhã...
nos ventos de mudança que vem de lá...
e esses ventos vem junto
junto com o tempo
como um furacão que perdurará
o toque que libertará
a paz de espírito
e tudo mais que a poesia disser...
vês que as praças gritam
os soldados passam em música
as crianças que brincam
na noite de verão
e tudo mais que tu, criança, quiser...
com seus sorriso livre e
seu corpo puro
a vista de que vem o vento
vem o que vento dessa tal mudança
andança,
vês na face feliz e no vir-a-ser?
traga no vento a mudança por ti
Vente-se. E ouça o farfalhar
- ele já vem vindo... -
8 de abril de 2007
olhar
olhe pra mim:
diga-me, o que vês?
mostro aquilo sou?
sou aquilo que pensas?
abriram-se suficientemente
os olhos, os olhos estão
abertos?
consegue me enxergar?
ou vê só o que quero mostrar?
deitarei em ti, dormirei
fecharei meus olhos
esconderei os tormentos,
embora a dor, irás
iras e rancores ficarão p'ra lá
e eu hei de ficar com meu amor
pro lado de cá...
diga-me, o que vês?
mostro aquilo sou?
sou aquilo que pensas?
abriram-se suficientemente
os olhos, os olhos estão
abertos?
consegue me enxergar?
ou vê só o que quero mostrar?
deitarei em ti, dormirei
fecharei meus olhos
esconderei os tormentos,
embora a dor, irás
iras e rancores ficarão p'ra lá
e eu hei de ficar com meu amor
pro lado de cá...
1 de abril de 2007
passam na caixa cinza
sangue por dentro do ferro
caixa fechada
coberta de lágrimas [lacrada com lágrimas]
choram crianças sem saber
- pais e mães mortos -
que é que se vai dizer?
conviva-se, então, com as tragédias
televisionadas
as mães enquadradas com suas dores
escancaradas
arrancam-se filhos num dia,
e os pais se vão no outro...
até quando chorá-lo-emos
até quando?
quantos pais e mães sofrerão?
quantas crianças - sem eles -
ainda hão de haver?
quantos lutos, quantos hélios,
quantas rosas, quantas mortes,
quantos adeuses ainda veremos,
meu Deus?
me resta, como disse o poeta
a esperança de que meus
dessemelhantes possam
- um dia, se espera... -
aprender.
e resgatar aquele
sentimento que foi
perdido
do lado de lá...
sangue por dentro do ferro
caixa fechada
coberta de lágrimas [lacrada com lágrimas]
choram crianças sem saber
- pais e mães mortos -
que é que se vai dizer?
conviva-se, então, com as tragédias
televisionadas
as mães enquadradas com suas dores
escancaradas
arrancam-se filhos num dia,
e os pais se vão no outro...
até quando chorá-lo-emos
até quando?
quantos pais e mães sofrerão?
quantas crianças - sem eles -
ainda hão de haver?
quantos lutos, quantos hélios,
quantas rosas, quantas mortes,
quantos adeuses ainda veremos,
meu Deus?
me resta, como disse o poeta
a esperança de que meus
dessemelhantes possam
- um dia, se espera... -
aprender.
e resgatar aquele
sentimento que foi
perdido
do lado de lá...
29 de março de 2007
distrações
Silêncio no mundo cheio
Silêncio no meu mundo - alheio
a esse que todos vivem -
Penso e minha mente voa
espio todos do ar
respiro e daqui o ar voa
livre de seus medos
acaricia seus dedos
olha pro horizonte...
vivo de distrações loucas
até que a mente se encheia
pisa no mar e voa...
"levante, menino, olha pro alto!"
Silêncio no meu mundo - alheio
a esse que todos vivem -
Penso e minha mente voa
espio todos do ar
respiro e daqui o ar voa
livre de seus medos
acaricia seus dedos
olha pro horizonte...
vivo de distrações loucas
até que a mente se encheia
pisa no mar e voa...
"levante, menino, olha pro alto!"
22 de março de 2007
Perfuma-me
Jogam-se pensamentos no ar
Voltam-se devaneios pra ti
Pensa, fala, sentem por ti
Pegam seu perfume no ar
Jogam-lhe de lá
Pra que eu sinta de cá
da minha janela
Jorram-se as margaridas
pensa-se em flores
pétalas e fragmentos de
tulipas, flores de cerejeira e
almíscares
tu és linda, lias pra ti
meus versos e meus devaneios
de um amor perfumado
com sabor de felicidade
de uma poesia tamanha
que não vai caber
nem no infinito da eternidade...
Voltam-se devaneios pra ti
Pensa, fala, sentem por ti
Pegam seu perfume no ar
Jogam-lhe de lá
Pra que eu sinta de cá
da minha janela
Jorram-se as margaridas
pensa-se em flores
pétalas e fragmentos de
tulipas, flores de cerejeira e
almíscares
tu és linda, lias pra ti
meus versos e meus devaneios
de um amor perfumado
com sabor de felicidade
de uma poesia tamanha
que não vai caber
nem no infinito da eternidade...
13 de março de 2007
metalingüistica
Hoje é dia de dor no peito
sinto, e meio sem jeito pressinto:
- Vai nascer uma poesia.
Hoje há um incômodo tão grande
uma angústia, diria
Meu coração está pequeno
entre esses gigantes
- Está para nascer uma poesia.
Vem com o vento, a brisa, o ar
o céu azul-cinza
o monte de ondas no mar
Está nas flores que cortejam a praia
na amarelice melancólica dos jardins
e assim está.
De mim, pede nada mais que o momento
p'ra que possa libertar-se
pede-me:
"faça com que eu surja!"
"Torne-me parte do mundo!"
sinto, e meio sem jeito pressinto:
- Vai nascer uma poesia.
Hoje há um incômodo tão grande
uma angústia, diria
Meu coração está pequeno
entre esses gigantes
- Está para nascer uma poesia.
Vem com o vento, a brisa, o ar
o céu azul-cinza
o monte de ondas no mar
Está nas flores que cortejam a praia
na amarelice melancólica dos jardins
e assim está.
De mim, pede nada mais que o momento
p'ra que possa libertar-se
pede-me:
"faça com que eu surja!"
"Torne-me parte do mundo!"
[bote-me-
[pra-fora-]
[pra-fora-]
[germine-me!!]
Como o amor, a vida
a alegria, a canção
Como o amor, a vida
a alegria, a canção
a dor
Liberte-me! [Purifique-se]
Torne-se.
Torne-se.
[Liberte-se]
Vá,
e viva por ti
Poesia.
e viva por ti
Poesia.
7 de março de 2007
"If i could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way"
agulhas nas mãos
sentimentos corróem
será que ainda sinto
o que um dia fui?
vês, que será
que me transformei?
larguei a vida,
esqueci de mim,
dos planos, das idéias
dos fatos, dos sonhos
p'ra me machucar hoje
p'ra me render
[sim!] a falta do amor
(de mim mesmo)
a falta de piedade [à mim]
ao esquecer
de tudo que me compõe
a vida me fez esquecer
e tudo pode ser seu
pois a certeza que me resta
é que deixar-te-ei triste
com minhas chagas repartidas...
*Recomendo a leitura ouvindo Johnny Cash - Hurt.
6 de março de 2007
uma explosão interna
acabou de começar
no que há de mais
eu-em-mim
Será que é o inebriante
perfume das periandras
dos serafins?
será que alguém mais
escuta isso?
Ou será, como tudo,
mais um devaneio?
pelos sem-fins do
pensamento que a
mim se desprende
explosões inquietas,
mentes tentando o alerta
por portas que nunca
se pensaram abertas
por entre as pequenas
pétalas que tu hás de ter
deixa-te que tu transpareça
voa, vai, deixa existir,
nunca feneça...
acabou de começar
no que há de mais
eu-em-mim
Será que é o inebriante
perfume das periandras
dos serafins?
será que alguém mais
escuta isso?
Ou será, como tudo,
mais um devaneio?
pelos sem-fins do
pensamento que a
mim se desprende
explosões inquietas,
mentes tentando o alerta
por portas que nunca
se pensaram abertas
por entre as pequenas
pétalas que tu hás de ter
deixa-te que tu transpareça
voa, vai, deixa existir,
nunca feneça...
4 de março de 2007
à tristeza de marcela
Marcela, menina bela
a gravidade da vida
te viu nascer
carrega em ti algo de sonhar
algo de amar
com uma tristeza que é de ti
assim tão particular
talvez nos olhos ela traga
a angústia - e a esperança -
e no coração a certeza:
há que se ter nessa vida
menos melancolia e
mais pureza
esconda dentro de ti as lágrimas
encha sua alma e voe
esqueça que a vida é grave e viva
esperança, menina, nunca perca-a...
a gravidade da vida
te viu nascer
carrega em ti algo de sonhar
algo de amar
com uma tristeza que é de ti
assim tão particular
talvez nos olhos ela traga
a angústia - e a esperança -
e no coração a certeza:
há que se ter nessa vida
menos melancolia e
mais pureza
esconda dentro de ti as lágrimas
encha sua alma e voe
esqueça que a vida é grave e viva
esperança, menina, nunca perca-a...
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